(Escrito em nove de novembro de 2012.)
eu gosto de gente e gosto de muita gente também. mas gosto mais de estar sozinha. eu gosto de ficar no meu canto e poder inquietar os meus pensamentos, eu gosto de escrever poesia em canto sujo e descobrir o centro sozinha. eu gosto de conhecer gente quando estou sozinha também, e dessa liberdade que se tem de simplesmente sair quando quiser sem dar muita explicação. eu, na verdade, sempre gostei mais das coisas simples. eu sempre preferi a facilidade e a diversão então nunca soube lidar com gente e todas as suas emoções e o que sentem e o que pensam e o que acontece, eu que nunca tive jeito de lidar com os meus problemas, sempre dei colo pros outros, carinho e consolação. mas descobri que meu próprio colo era passear pela avenida paulista e encontrar gente querida sem ter hora marcada e sentar prum café. eu nunca precisei de ninguém para saber que ando muito errada também, e que devo ter mais paciência com as coisas. e mais paciência comigo também. e que eu preciso ter calma, calma com as pessoas e com o mundo delas, afinal não sei medir minha força e em relação a isso sou muito ignorante. e logo que me firo acabo sendo muito bruta também. é, eu ando sendo muito errada. eu ando deixando as pessoas bem sabendo que logo vou deixá-las mal e não preciso de mais ninguém para explicar essa loucura que vivo a qual já estou acomodada. não preciso também de mais ninguém que ouça as minhas palavras que valem tanto mas são desconsideráveis porque elas não valem muito. eu tenho deixado de amar os outros por se amar pelos defeitos e acho que não quero encontrar muitos defeitos nos outros não. nem que joguem os meus em minha cara, por ser tola e continuar em frente à uma porta inexistente, esperando que abra, sendo que estou na frente de uma parede. e eu sei que estou na frente de uma parede, diabo! mas odeio provar aos outros que estou errada. talvez tenha deixado de amar os outros para que eles não tenham uma versão muito íntima de mim, distorcida e toda problemática. toda cheia de erros e falhas. ah não, eu não quero ser vista assim pelo mundo. esse mundo não pode me derrubar. não, não pode. porque esse mundo é um borrão e você tem de ficar de pé. eu tenho sido mais sozinha para não dar mais satisfações, porque quem as verdadeiramente merece não as cobra, e não ser apenas uma felina que logo que se cansa da brincadeira, deixa de lado. eu tenho errado muito em relação as pessoas e ficado sem resposta. tenho mudado muito meu ponto de vista de quem eu era, e sinto saudade. mas nem sei mais quem era eu. eu tenho me enchido de palavras valentes de gente importante por nunca ter tido nenhuma palavra valente de quem eu considero mesmo importante e tenho me acostumado a ser a pessoa mais feliz e vibrante do grupo, sendo que eu sempre fui um poço de melancolia. eu não me lembro mais qual era a máscara que vesti, mas não me sinto mais eu - só que nunca me senti mais eu do que antes.
eu gosto de gente e gosto de muita gente também. mas gosto mais de estar sozinha. eu gosto de ficar no meu canto e poder inquietar os meus pensamentos, eu gosto de escrever poesia em canto sujo e descobrir o centro sozinha. eu gosto de conhecer gente quando estou sozinha também, e dessa liberdade que se tem de simplesmente sair quando quiser sem dar muita explicação. eu, na verdade, sempre gostei mais das coisas simples. eu sempre preferi a facilidade e a diversão então nunca soube lidar com gente e todas as suas emoções e o que sentem e o que pensam e o que acontece, eu que nunca tive jeito de lidar com os meus problemas, sempre dei colo pros outros, carinho e consolação. mas descobri que meu próprio colo era passear pela avenida paulista e encontrar gente querida sem ter hora marcada e sentar prum café. eu nunca precisei de ninguém para saber que ando muito errada também, e que devo ter mais paciência com as coisas. e mais paciência comigo também. e que eu preciso ter calma, calma com as pessoas e com o mundo delas, afinal não sei medir minha força e em relação a isso sou muito ignorante. e logo que me firo acabo sendo muito bruta também. é, eu ando sendo muito errada. eu ando deixando as pessoas bem sabendo que logo vou deixá-las mal e não preciso de mais ninguém para explicar essa loucura que vivo a qual já estou acomodada. não preciso também de mais ninguém que ouça as minhas palavras que valem tanto mas são desconsideráveis porque elas não valem muito. eu tenho deixado de amar os outros por se amar pelos defeitos e acho que não quero encontrar muitos defeitos nos outros não. nem que joguem os meus em minha cara, por ser tola e continuar em frente à uma porta inexistente, esperando que abra, sendo que estou na frente de uma parede. e eu sei que estou na frente de uma parede, diabo! mas odeio provar aos outros que estou errada. talvez tenha deixado de amar os outros para que eles não tenham uma versão muito íntima de mim, distorcida e toda problemática. toda cheia de erros e falhas. ah não, eu não quero ser vista assim pelo mundo. esse mundo não pode me derrubar. não, não pode. porque esse mundo é um borrão e você tem de ficar de pé. eu tenho sido mais sozinha para não dar mais satisfações, porque quem as verdadeiramente merece não as cobra, e não ser apenas uma felina que logo que se cansa da brincadeira, deixa de lado. eu tenho errado muito em relação as pessoas e ficado sem resposta. tenho mudado muito meu ponto de vista de quem eu era, e sinto saudade. mas nem sei mais quem era eu. eu tenho me enchido de palavras valentes de gente importante por nunca ter tido nenhuma palavra valente de quem eu considero mesmo importante e tenho me acostumado a ser a pessoa mais feliz e vibrante do grupo, sendo que eu sempre fui um poço de melancolia. eu não me lembro mais qual era a máscara que vesti, mas não me sinto mais eu - só que nunca me senti mais eu do que antes.
essas madrugadas me enlouquecem.
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