Olá você que vai e volta.
Nesse carrossel incessante, bem em cima de um equídeo negro,
Vem a Chapezinho, montada e enfeitada, em seu manto vermelho
Sedento de sangue do próximo cavalheiro que baixar a guarda
Enternecida pelo seu inexpressivo rosto de anjo,
Já tão acostumado a botá-los para dormir
você é um Deus que dança.
- Aí Gregor, vou descobrir o tesouro que você escondeu aqui embaixo, seu milionário disfarçado.
sábado, 22 de novembro de 2014
segunda-feira, 10 de março de 2014
estava acostumada a perdoá-lo
assim como perdê-lo
tentar entender mesmo quando desdém
eu não sabia quanto tempo me restava
com e sem ele
e não sei porque tanto me importava
tinham quartas e domingos cinzentos,
solidões infinitas para me banhar.
na esperança de dizer e mal fazer
do que não se cumpre,
como uma promessa infiel
de fazer torto.
assim como perdê-lo
tentar entender mesmo quando desdém
eu não sabia quanto tempo me restava
com e sem ele
e não sei porque tanto me importava
tinham quartas e domingos cinzentos,
solidões infinitas para me banhar.
na esperança de dizer e mal fazer
do que não se cumpre,
como uma promessa infiel
de fazer torto.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
fico me perguntando
desde quando
me tornei
entrei
entonei
esse ofício
precipício
desperdiço?
desperdiço
o riso,
esqueço
a razão
do grito.
enlouqueço.
me disfarço
como quem quer
um trago.
me figuro,
me embaço.
trago.
trazer?
te trago.
[e] nada.
nada
de ser.
quebram-me
o silêncio
com a televisão.
um sim.
um não.
um mim
sem mim.
Só.
trago,
me trago.
estrago.
quebrado...
mais um
trago.
não só o
eu.
não sou só
eu.
e me esqueço
que antes de tudo,
eu fui
eu.
Só.
nada mais...
desde quando
me tornei
entrei
entonei
esse ofício
precipício
desperdiço?
desperdiço
o riso,
esqueço
a razão
do grito.
enlouqueço.
me disfarço
como quem quer
um trago.
me figuro,
me embaço.
trago.
trazer?
te trago.
[e] nada.
nada
de ser.
quebram-me
o silêncio
com a televisão.
um sim.
um não.
um mim
sem mim.
Só.
trago,
me trago.
estrago.
quebrado...
mais um
trago.
não só o
eu.
não sou só
eu.
e me esqueço
que antes de tudo,
eu fui
eu.
Só.
nada mais...
sábado, 4 de janeiro de 2014
noite(s)
página branca
fica me encarando
desde quando me levanto
desde quando o sol canta
cheia de mim mesma
e de outros também,
fugimos pronde o mar bate
mas só quando o sol repousa
[ e a noite
vem.
a caminho, passava pela sua rua,
só para ver se estava em casa.
te via pelo canto dos olhos
você na varanda, imóvel
e eu bêbada e chapada
querendo te amar e mais nada.
te ignorei como quem não quer nada
e fui dançar na folia pra lua encantada.
alteradas demais
para um mantra,
cortejamos os cosmos
com o nosso riso
ríamos para as estrelas
e elas ouviram as gargalhadas
deitamos nos véus de grãos, de areia
fiquei deitada imóvel, sentindo a praia.
pela manhã,
não tirava os olhos do céu,
aquela donzela danada.
que depois da via láctea,
me presenteava,
sete cores as seis da manhã
e eu namorava a vida que é desvendada,
meu lilás era o primeiro.
foi com o verde que pude me emocionar.
"danada, mais o verde pra me presentear?"
21 estrelas cadentes. minhas, naquela noite.
tudo pelo som da nossa risada.
sou milionária.
mas isso é segredo.
valor agregado,
que carrego só no meu peito.
fica me encarando
desde quando me levanto
desde quando o sol canta
cheia de mim mesma
e de outros também,
fugimos pronde o mar bate
mas só quando o sol repousa
[ e a noite
vem.
a caminho, passava pela sua rua,
só para ver se estava em casa.
te via pelo canto dos olhos
você na varanda, imóvel
e eu bêbada e chapada
querendo te amar e mais nada.
te ignorei como quem não quer nada
e fui dançar na folia pra lua encantada.
alteradas demais
para um mantra,
cortejamos os cosmos
com o nosso riso
ríamos para as estrelas
e elas ouviram as gargalhadas
deitamos nos véus de grãos, de areia
fiquei deitada imóvel, sentindo a praia.
pela manhã,
não tirava os olhos do céu,
aquela donzela danada.
que depois da via láctea,
me presenteava,
sete cores as seis da manhã
e eu namorava a vida que é desvendada,
meu lilás era o primeiro.
foi com o verde que pude me emocionar.
"danada, mais o verde pra me presentear?"
21 estrelas cadentes. minhas, naquela noite.
tudo pelo som da nossa risada.
sou milionária.
mas isso é segredo.
valor agregado,
que carrego só no meu peito.
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
cagada
uma cagada
por poesia
uma cagada
de vida
uma cagada
de paz
pra mim
uma cagada
pra fazer rima
e faço rima com o cagar
porque rima não tem-se hora
não se pertence
meu grito permanece
minha alma enobrece
meu riso entortesse
tão nova
e fodida
que uma cagada
serve pra fazer
rima.
por poesia
uma cagada
de vida
uma cagada
de paz
pra mim
uma cagada
pra fazer rima
e faço rima com o cagar
porque rima não tem-se hora
não se pertence
meu grito permanece
minha alma enobrece
meu riso entortesse
tão nova
e fodida
que uma cagada
serve pra fazer
rima.
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