estávamos tão leves quanto a brisa do mar cinza bravo junto ao frio e o vento que a chuva fina trazia. foi quando em um momento tão distante dali fui interrompida: "mas as coisas estão mesmo rápido. sempre que saio de casa minha mãe aconselha; se lembre do amanhã, lembre do amanhã." então como um empurrão violento me lembrei que não havia quase tempo, juntei minhas coisas e voltei pro meu lugar.
é no meu lugar frio e protegido que me abro para lhe gostar tanto e te ver andando pelos meus pensamentos. então pensei em toda essa loucura, essa coisa de ir e partir, de conhecer e depois deixar ir. é o fato de tudo ser uma questão de tempo, questão que a gente aprende e desaprende. eu não me lembrei só sobre o amanhã, mas no ontem e na semana passada. na semana passada que a gente sofria empurrões e puxões do gostar passageiro. no ontem, já me dizia que podia o encontrar toda hora e a gente se embolava na frente dos outros tentando não se embolar. sobre amanhã, nem sei, mas já escrevo.
é quase que uma regra pessoal não escrever antes de um encontro, sempre sei do que me é capaz e no fim do meu fumo eu já estou pensando em me casar e viver de amor. imagine escrever sobre então? ficar preso nas expectativas, quase realizações. coisas que por não terem sido feitas, deixaram de ser. então de um dia pro outro alguém te encontra e tudo volta a ser novo... tamanha espera que agora que a toco, analiso e a escrevo, percebo que é mesmo muita. veja meu bem, há tanta coisa abaixo da superfície que pode ser tanto quanto acariciada e colorida. eu poderia escrever sobre o que tanto que espero, a vontade que eu tenho para ter minhas respostas. mas as vezes se resume em se concentrar nas vozes sete horas da manhã em um ambiente completamente cheio simplesmente pelo prazer de poder ouvir sua voz logo pela manhã.
eu não preciso ser tão expert para saber que me marca.
e que seria uma loucura não ser marcada por tal passagem que faço na vida dos outros... mas, as vezes acho que minha vida fica mais marcada pelos outros do que por mim mesma. eu poderia negar os versos que me entregam: "I wanna shine on in the hearts of men."
eu poderia falar sobre todas as minhas experiências traumáticas e minhas tentativas amorosas e sei que você poderia colocar um fim em todas apenas com uma risada. e é exatamente isso que preciso. eu não preciso de respostas ou provas concretas pra te dar o que eu posso te dar. eu não tenho um preço. eu gosto de tomar riscos. o mais certo seria te ver como uma coisa que vou ser obrigada a deixar amanhã... mas eu não imagino. nós dois estamos a procura do verdadeiro, a gente sabe que é uma certa sorte ter chegado até aqui. é que mesmo sendo tudo errado, eu gosto de toda a ideia que você transpõe, eu gosto de tudo o que você faz, eu gosto de você. posso-até-amar-você mesmo sendo tudo tão errado, nada muito adequado ou propício. mas se não fosse por isso, talvez não fosse o que se é.
é que olha, a gente mal saiu, o amanhã mal chegou, eu mal sei do meu pé e da minha cabeça nem mesmo quem eu sou, mas já dá pra colocar tanta questão na mesa só ao encontrar teu olhar, cara. e que a gente é sábio demais para não se esquecer, nem mesmo desperdiçar. a verdade é que se ama pelos detalhes mais mínimos que deixam evidentes o gostar. é pegar ele olhando e depois se entregar com um riso embaraçado, é antes dele chegar pegar um copo de café e ao chegar ele imediatamente vai pegar um café também, como um quase café compartilhado na mente dos poetas sonhadores. me erguer da onde quer que seja para ver se aquele carro vermelho é o dele, é notar que no dia que a gente vai sair, que todos dizem que está mais bonito e de barba feita, é olhar para você e rir porque ninguém sabe. a manifestação que causa em apenas duas almas e que muda apenas a vida e as certezas de duas pessoas que poderiam ter suas diferenças mas eu não sei que palavra te colocar que te definisse como a coisa que valesse a pena ter passado por tudo isso. como se eu fosse a coisa que você tinha esperado. porque eu vejo mesmo muito significado e sentimento em você. é tudo uma questão resumida em coisas.
é mesmo tanta coisa que poderia ser jogada no vento e deixar a dizer. e mesmo que o amor seja o ridículo da vida, ele é sempre tão esperado na minha quanto o amanhã que lentamente chega, que tanto espero, que logo passa. mas fica. eu que evitei escrever sobre você no dia que você disse "receoso... mas por que não?" para não me apressar nem me adiantar, parece tanto tempo, mas faz menos de uma semana. na verdade, só escrevendo na esperança de aliviar tamanha agonia que se espalha e que deixa de ser engolida a cada pé de letra. eu quero ter certeza que você é justamente o que você é e não o que eu quero e eu acho que o amor é lindo por não ter um tema proposto. na verdade, por ser algo mais selvagem e faminto do que toda essa dor da selva humana, ser algo real e no meio de tantas sujeiras, ainda ser uma causa nobre. e como sempre, meu principal lema quase mantra da minha vida, dá um fim em minhas incertezas prolongadas: se for por amor, por que não? eu só vou. (ficar traumatizada por uns oito meses)
- Aí Gregor, vou descobrir o tesouro que você escondeu aqui embaixo, seu milionário disfarçado.
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
terça-feira, 29 de outubro de 2013
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
o-que-há-de-nós-que-nos-dói-mais-do-que-sei-lá-o-quê.
uma maneira poética de começar um texto, meu pessimismo batendo de frente com o sentimento o dia inteiro. engraçado que eu tenho me perguntado qual é o real sentido da vida se você anda sozinho. eu sei que eu vim com essa ideia maravilhosa que talvez você seja tudo. você seja talvez um merecimento abençoado que pude ter nessas terras tão estrangeiras, ainda mais. talvez seja o merecimento de toda minha ressaca, minha loucura, minha cor, minha raiva, sequelas que me assombram até hoje. daquele momento em que me perguntei por que dava tudo tão errado com os outros. meu deus, se você pudesse ser a coisa sem nome que me chama pra vida, que caminha ao lado uma vida inteira. com cercas brancas servindo de cozinheira. eu queria mesmo era ser mãe. eu não sei que caminho tudo isso iria me levar mas eu encontrei na minha jornada alguém que coloca todas as minhas questões em pauta. e as descarta secretamente enquanto eu não estou olhando.
pra onde isso vai me levar? eu não queria que fosse longe. queria que fosse junto, amassado, unido, entrelaçado. eu na verdade vim parar aqui porque já tinha levado outro amor longe demais. e eu botava uma prova concreta e boa que não pudesse mentir em frente aos meus olhos. e agora... isso.
e se não for isso, vai ser tudo. tudo isso. eu queria dizer que eu tenho palavras valentes suficientes para você. que a mesma vontade que sente é a mesma que me acaba. eu já sei. talvez você seja tão intuitivo quanto e também já saiba. então é por isso que quando a gente se encontra nos olhos, se estampa uma risada. risada que podia ser estampada por dias inteiros.
a gente vai dormir pedindo consolo, volta de um final semana gasto e gasta a noite inteira tomando um café e escrevendo pro poeta que nos deixou pelo resto da nossa vida inteira. a gente podia se consolar com o sexo mas a vida deixa evidente que não.
o dia que puder sair daqui, vou para os teus braços.
e você me consola com alguns maços porque na verdade a gente sabe que uma vida nobre é uma vida vivida de amor. pela primeira vez na minha vida, alguém me aparece e coloca todas as coisas que eu quero em cima da mesa. pela primeira vez na vida, eu encontro alguém que me faça pensar além de tudo.
se eu te avisar que eu preciso ir quando puder, já vai ser tarde demais.
eu sei, eu só vou. pra qualquer caminho da minha vida, eu vou. mas fica tudo mais fácil te vendo todos os dias. tem tanta graça quanto desgraça. tanto pessimismo quanto sentimentalismo. dois solitários na varanda escrevendo sobre a perda de Lou Reed, com a xícara de café ao lado, o cigarro aceso e a TV cheia de bobagens desligada. a gente escreve para nos afastar dos sons que ecoam a parede branca, mas nossas linhas tortas sempre se encontram. e vai dizer que te encontrar não é mesmo um dom.
nem sei dos sentimentos que possuo, nem mesmo dos meus pensamentos, se for levar em conta a minha vida, acho que já está meio tarde. e se eu quiser largar todas as coisas no ar, eu posso... eu vou, por que não? todos esses cálculos pessoas distância e tempo nos limita. mas o que é real fica na minha crença que não se vai. é loucura jogar palavras e versos contra a leve brisa da noite mas essa é a função dos poetas. você trouxe o meu lado mais próximo a tona, o meu maior segredo, minhas fraquezas. eu quero dias e mais dias na cama falando sobre a vida com você. e quando você sabe que você tem que ir embora, que você gostaria tanto, tanto. daqui uns meses talvez eu supere você mas não duvido que você vá fazer reflexo nos meus dias. meu coração me manda ir e eu vou contra o vento.
mas a vontade de pertencer nunca foi tão grande quanto esse momento.
domingo, 27 de outubro de 2013
o poeta maldito está morto.
mais uma estrela da vendedora de sonhos, do caráter pisado e sonho engolido, mais uma estrela da antiga nova york que se apaga. uma nova york suja, bruta, fedorenta, com artistas e atrizes esfomeados de alma em todas as esquinas. onde patti smith se vira num sebo antigo e compartilha o teto com robert mapplethorpe num hotel que troca o aluguel por arte. sob os tetos da the factory, se juntava estrelas de pornô, travestis, dependentes, músicos. entre eles, onde se reuniu junto a bob dylan, brian jones e mick jagger, sexo, drogas, rock in roll. o que dizer de nova york, nos anos 60? nada do que uma nostalgia e vontade de viver em um tempo que já se passou. onde era digno estar entre eles e passar fome através de um sonho americano. ah... nova york, nos anos 60, eu podia tanto falar sobre você. tanto viver sob você, entre todos. hoje suas almas se venderam prum fast food barato e consumismo exaltado para definir e preencher o que é vida. é crescendo e tendo noção do que eu sou e de como cresci, se distanciando atrás desse tempo histórico onde tudo era poesia e arte em todos os cantos. depois foi tudo engolido pelo poder, pelo fazer mais, ser mais. mais mais. eu queria ter vivido como lou reed para deixar esse tempo, ter vivido o suficiente. tenho medo do que vai acontecer enquanto eu estiver nesse tempo, vai entender. é mais uma geração que perde heróis e a gente percebe que na vida ainda vai restar muito disso. mas é com muita tristeza e nostalgia que deixamos mais uma vida para trás, que deixa de fazer história. que nos lembra que temos que ser sujos. que devemos questionar. mais uma pessoa exemplar é deixada para trás, onde nada muito significativo sai dos tempos de hoje. nossos artistas de hoje não vão deixar o legado do sonho e do sujo que você deixou. nos despedimos de você, nosso querido, como um fã exaltado. obrigada por ter nos dado isso. esperamos que você possa dar uma walk side e rever todos os nossos queridos. brindem com eles a nós, futuros sonhadores. onde suas canções viraram nossos mantras. obrigada por ter nos deixado tão errados.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
"Posso me sentar ao seu lado?" Solta um riso fino, um riso solto. Se acomodou assim mesmo, recusando cadeiras, com a cabeça quase em meu colo, deixando seu cheiro no ar, enquanto eu me pedia um pouco de calma e respirava fundo bem fundo teu cheiro. Tão próximos ao ponto de sentir a energia um do outro, no momento em que os cheiros se misturam, sente-se o calor do outro corpo, o quase toque na dúvida se é ou não é. Proximidade, é a palavra. É sentir tudo, antes de ser.
domingo, 20 de outubro de 2013
(três de março, em minha terra tupiniquim.)
eu já acordava mais preguiçosa
eu já acordava mais preguiçosa
isso quando os cachorros não saltavam em minha cama
e o café já tava posto
e na casa o cheiro do café.
saltava na garupa da bicicleta
acendia o cigarro
e passava o caminho a cumprimentar
a nova vida de mata
amor e oxalá.
do povo do canto
do pé sempre na areia
que antes sorriam
antes mesmo de cumprimentar
tristeza é luxo
que aqui, ninguém se dá
o sol tá alto
o verde predomina
tem cheiro de comida
e estão todos bem.
bulletproof
(Escrito em nove de novembro de 2012.)
eu gosto de gente e gosto de muita gente também. mas gosto mais de estar sozinha. eu gosto de ficar no meu canto e poder inquietar os meus pensamentos, eu gosto de escrever poesia em canto sujo e descobrir o centro sozinha. eu gosto de conhecer gente quando estou sozinha também, e dessa liberdade que se tem de simplesmente sair quando quiser sem dar muita explicação. eu, na verdade, sempre gostei mais das coisas simples. eu sempre preferi a facilidade e a diversão então nunca soube lidar com gente e todas as suas emoções e o que sentem e o que pensam e o que acontece, eu que nunca tive jeito de lidar com os meus problemas, sempre dei colo pros outros, carinho e consolação. mas descobri que meu próprio colo era passear pela avenida paulista e encontrar gente querida sem ter hora marcada e sentar prum café. eu nunca precisei de ninguém para saber que ando muito errada também, e que devo ter mais paciência com as coisas. e mais paciência comigo também. e que eu preciso ter calma, calma com as pessoas e com o mundo delas, afinal não sei medir minha força e em relação a isso sou muito ignorante. e logo que me firo acabo sendo muito bruta também. é, eu ando sendo muito errada. eu ando deixando as pessoas bem sabendo que logo vou deixá-las mal e não preciso de mais ninguém para explicar essa loucura que vivo a qual já estou acomodada. não preciso também de mais ninguém que ouça as minhas palavras que valem tanto mas são desconsideráveis porque elas não valem muito. eu tenho deixado de amar os outros por se amar pelos defeitos e acho que não quero encontrar muitos defeitos nos outros não. nem que joguem os meus em minha cara, por ser tola e continuar em frente à uma porta inexistente, esperando que abra, sendo que estou na frente de uma parede. e eu sei que estou na frente de uma parede, diabo! mas odeio provar aos outros que estou errada. talvez tenha deixado de amar os outros para que eles não tenham uma versão muito íntima de mim, distorcida e toda problemática. toda cheia de erros e falhas. ah não, eu não quero ser vista assim pelo mundo. esse mundo não pode me derrubar. não, não pode. porque esse mundo é um borrão e você tem de ficar de pé. eu tenho sido mais sozinha para não dar mais satisfações, porque quem as verdadeiramente merece não as cobra, e não ser apenas uma felina que logo que se cansa da brincadeira, deixa de lado. eu tenho errado muito em relação as pessoas e ficado sem resposta. tenho mudado muito meu ponto de vista de quem eu era, e sinto saudade. mas nem sei mais quem era eu. eu tenho me enchido de palavras valentes de gente importante por nunca ter tido nenhuma palavra valente de quem eu considero mesmo importante e tenho me acostumado a ser a pessoa mais feliz e vibrante do grupo, sendo que eu sempre fui um poço de melancolia. eu não me lembro mais qual era a máscara que vesti, mas não me sinto mais eu - só que nunca me senti mais eu do que antes.
eu gosto de gente e gosto de muita gente também. mas gosto mais de estar sozinha. eu gosto de ficar no meu canto e poder inquietar os meus pensamentos, eu gosto de escrever poesia em canto sujo e descobrir o centro sozinha. eu gosto de conhecer gente quando estou sozinha também, e dessa liberdade que se tem de simplesmente sair quando quiser sem dar muita explicação. eu, na verdade, sempre gostei mais das coisas simples. eu sempre preferi a facilidade e a diversão então nunca soube lidar com gente e todas as suas emoções e o que sentem e o que pensam e o que acontece, eu que nunca tive jeito de lidar com os meus problemas, sempre dei colo pros outros, carinho e consolação. mas descobri que meu próprio colo era passear pela avenida paulista e encontrar gente querida sem ter hora marcada e sentar prum café. eu nunca precisei de ninguém para saber que ando muito errada também, e que devo ter mais paciência com as coisas. e mais paciência comigo também. e que eu preciso ter calma, calma com as pessoas e com o mundo delas, afinal não sei medir minha força e em relação a isso sou muito ignorante. e logo que me firo acabo sendo muito bruta também. é, eu ando sendo muito errada. eu ando deixando as pessoas bem sabendo que logo vou deixá-las mal e não preciso de mais ninguém para explicar essa loucura que vivo a qual já estou acomodada. não preciso também de mais ninguém que ouça as minhas palavras que valem tanto mas são desconsideráveis porque elas não valem muito. eu tenho deixado de amar os outros por se amar pelos defeitos e acho que não quero encontrar muitos defeitos nos outros não. nem que joguem os meus em minha cara, por ser tola e continuar em frente à uma porta inexistente, esperando que abra, sendo que estou na frente de uma parede. e eu sei que estou na frente de uma parede, diabo! mas odeio provar aos outros que estou errada. talvez tenha deixado de amar os outros para que eles não tenham uma versão muito íntima de mim, distorcida e toda problemática. toda cheia de erros e falhas. ah não, eu não quero ser vista assim pelo mundo. esse mundo não pode me derrubar. não, não pode. porque esse mundo é um borrão e você tem de ficar de pé. eu tenho sido mais sozinha para não dar mais satisfações, porque quem as verdadeiramente merece não as cobra, e não ser apenas uma felina que logo que se cansa da brincadeira, deixa de lado. eu tenho errado muito em relação as pessoas e ficado sem resposta. tenho mudado muito meu ponto de vista de quem eu era, e sinto saudade. mas nem sei mais quem era eu. eu tenho me enchido de palavras valentes de gente importante por nunca ter tido nenhuma palavra valente de quem eu considero mesmo importante e tenho me acostumado a ser a pessoa mais feliz e vibrante do grupo, sendo que eu sempre fui um poço de melancolia. eu não me lembro mais qual era a máscara que vesti, mas não me sinto mais eu - só que nunca me senti mais eu do que antes.
essas madrugadas me enlouquecem.
O Jazz quando toca pega na tua mão e te convida pra dançar.
Tom
Dom
Dom
Tom
Dom
Dom
Minha taça de vinho e meu cabelo vermelho.
O maço de cigarro novinho servindo de conselho.
A cidade cinza se cala com a chuva fraca,
Só se vê de longe janelas amarelas de quase barracas.
De dourado, de dentro: Tom. Dom. Dom.
Incensos acesos e café preparado.
Pensamentos dispersos e sentimentos errados.
Flores falsas, maquiagem borrada.
Expensas e avulsas, soam porrada.
Tom. Dom. Dom.
Hoje em dia na TV, não passa nada bom.
Tom. Dom. Dom.
Hoje em dia na cidade, sentir é quase um dom.
Tom
Dom
Dom
A batida do jazz me fazendo sentir o mundo inteiro.
Mundo vazio, fica aí o meu conselho.
Tom
Dom
Dom
Tom
Dom
Dom
Minha taça de vinho e meu cabelo vermelho.
O maço de cigarro novinho servindo de conselho.
A cidade cinza se cala com a chuva fraca,
Só se vê de longe janelas amarelas de quase barracas.
De dourado, de dentro: Tom. Dom. Dom.
Incensos acesos e café preparado.
Pensamentos dispersos e sentimentos errados.
Flores falsas, maquiagem borrada.
Expensas e avulsas, soam porrada.
Tom. Dom. Dom.
Hoje em dia na TV, não passa nada bom.
Tom. Dom. Dom.
Hoje em dia na cidade, sentir é quase um dom.
Tom
Dom
Dom
A batida do jazz me fazendo sentir o mundo inteiro.
Mundo vazio, fica aí o meu conselho.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
"sobre fugir e encontrar vida."
Coisas avessas,
Coisas expensas,
Tussas e possas.
Feitas de prosa.
Coisa que pisa
E também debocha.
Coisas como
Você.
Que repisa
E me faz
Em pedaços doces,
Sem cores,
Incapaz.
Que se esquece do que trás.
Ainda manca,
Sem esperança.
E que não olha nem mais.
Tem olhos de lembrança,
Tem ar de confiança,
Risada de criança.
Mas amar? não mais.
Ela caminha em silêncio,
Diz pouco
E não os espera a acompanhar.
É um mistério
E pelo ar tão sério,
O poder de um império,
À deixamos como está.
Just Kids
"Someone gonna fill the space I filled. Someone is gonna dance in the floor I used to rock n roll to. Rock n roll slow too. Someone will fill my slot. Put the I under my dot. Get off on my rocks. Gotta take a leak gotta take a shit. No I cant get up got a cramp and god its hot after a rainstorm when you wake alone at 4am them its 4:10. You know when, pacing linoleum, when the titles on the floor fill you with anxiety. Gotta pee pee. Gotta pretend Im speending like highway 61. Motorcycle sunglasses. Mexycan whorelass. Correo aereo my darling. Coldeye cleat boot. Now look how well Im hung dung. Watch me snort a crystal ball. Ooga mooga mirror iceskate. Me surrealist beatnik:
I sport my shades
I dig bob dylan
I like food
Thats not to filling
The bible
Is too heavy for me.”
Patti Smith.
Patti Smith.
(você desde ontem)
Cabeça de mil tons/Nem sabe enxugar a bunda/Diga quem és/Nesse beco em que se enfiou por ontem/Mendiga uma vida/Indigna/Acompanha os passos já ensaiados/A dança sem música/Só palavras e gritos ressoam nesse ouvido sujo/Mente suja/Um escarro/Nada mais
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