página branca
fica me encarando
desde quando me levanto
desde quando o sol canta
cheia de mim mesma
e de outros também,
fugimos pronde o mar bate
mas só quando o sol repousa
[ e a noite
vem.
a caminho, passava pela sua rua,
só para ver se estava em casa.
te via pelo canto dos olhos
você na varanda, imóvel
e eu bêbada e chapada
querendo te amar e mais nada.
te ignorei como quem não quer nada
e fui dançar na folia pra lua encantada.
alteradas demais
para um mantra,
cortejamos os cosmos
com o nosso riso
ríamos para as estrelas
e elas ouviram as gargalhadas
deitamos nos véus de grãos, de areia
fiquei deitada imóvel, sentindo a praia.
pela manhã,
não tirava os olhos do céu,
aquela donzela danada.
que depois da via láctea,
me presenteava,
sete cores as seis da manhã
e eu namorava a vida que é desvendada,
meu lilás era o primeiro.
foi com o verde que pude me emocionar.
"danada, mais o verde pra me presentear?"
21 estrelas cadentes. minhas, naquela noite.
tudo pelo som da nossa risada.
sou milionária.
mas isso é segredo.
valor agregado,
que carrego só no meu peito.
Nenhum comentário:
Postar um comentário