fico aqui me redescobrindo
me excluindo
re-colorindo
fico aqui me analisando
da cabeça aos pés
me perguntando
a razão
do gemido
fico aqui me carregando
em meu labirinto
e cada esquina que tracei
eu me esqueço, me lembro,
paro e retraço o caminho.
o problema da minha jornada
é que eu nunca sou eu.
as palavras que canto hoje
não serão as mesmas amanhã
só querem saber de mim
e de mim eu já nem sei
me encontro em todo o canto
todo poema grão de areia e esquina
não sei se enlouqueci
e se foi por alguém
se foi porque encontrei Deus
ou só porque eu descobri que sou eu.
tirei o motivo que eu respiro
de um canto do sabiá;
que mesmo triste e enjaulado,
encontra motivo pra viver no cantar.
eu decidi ser eu
e por isso deram-me feito louca;
porque não me dou pelo que se é passageiro
e a vida se manifesta pela minha voz rouca.
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